Prova de Agente Administrativo

Prefeitura de Ferreira Gomes/AP - 2006
INTELECTUS

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Na íntegra

PREFEITURA DE FERREIRA GOMES-AP CONCURSO PÚBLICO GABARITOS


B - NÍVEL MÉDIO

01 - PROFESSOR MAGISTÉRIO E PROFESSOR ENS. ESPECIAL 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 C A D C A C B E A D

04 - FISCAL DE TRIBUTOS 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 D D E B C C A B C B D C E C B 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 A B C N D C B E A D B D D D C

05 - AGENTE SANITARISTA 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 D D E B C C A B C B B D B D E 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 E C B C C C B E A D B D D D C

06 - TÉCNICO EM ENFERMAGEM 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 D D E B C C A B C B D C B E C 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 A B C A B C B E A D B D D D C

14 - AGENTE ADMINISTRATIVO 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 D D E B C C A B C B D D E B C 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 C C B E A C B E A D B D D D C

15 - LABORATORISTA 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 D D E B C C A B C B E D D C D 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 E C C D D C B E A D B D D D C

D - NÍVEL FUNDAMENTAL INCOMPLETO

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 A E C D B A E C B C A D E A C D B N D E CONCURSO AGENTE PREF. FERREIRA GOMES ADMINISTRATIVO

                                                       Balneário de Ferreira Gomes – Amapá- Brasil


                                     LÍNGUA PORTUGUESA

TEXTO I

                                         O HOMEM E O RIO

   Havia um homem apaixonado por um rio e gastava longas horas vendo suas águas passando,

carregando em seu curso suaves folhas e histórias de muitas luas. Isso lhe trazia serenidade. Sua grande alegria era quando chegava a tarde. Depois do trabalho, corria para o rio, pulava uma cerca e ficava lá em uma prainha, com os pés mexendo nas areias grossas, bem embaixo de um velho ingazeiro. Falava muito, confidenciava segredos, dava gargalhadas e não ia embora enquanto houvesse luz. Por muitas vezes, só se dava conta de que era noite quando a lua refletia nas águas do rio. Ficava lá, horas remoendo lembranças, indo e vindo.... Seus olhos eram o rio, que por eles passeava com suas águas amigas, como em nenhum outro. Ambos pareciam ter nascido para serem daquele jeito, nunca sem o outro: unidade de almas. Um dia, o céu escureceu. Nuvens cobriram a terra, a chuva desabou sobre o mundo. A cabeceira do rio foi enchendo e logo tudo virou correnteza. Árvores foram arrancadas, folhas deram lugar aos galhos pesados, as barrancas desmaiavam e sumiam devoradas pela fúria das águas. O rio cresceu, ultrapassou as margens, derrubou cercas, foi crescendo até chegar na casa do homem da história e destruiu tudo o que encontrou. Avançou o jardim. Margaridas e papoulas desapareceram e entrou porta adentro com as mãos cheias de lama. Apagou o fogo no fogão a lenha e tudo ficou destruído. Quando veio o sol, veio também a desolação. Tinha que recomeçar e como é difícil recomeçar. Fez o que pôde, sem olhar em direção ao rio. Seu peito era uma amargura só. Sua cabeça não ficava em silêncio. - Não, não podia ter sido as águas Daquele rio. Nunca mais se encontraram. Nunca mais a lua cantou naquele lugar e as águas daquele rio, como o coração daquele homem, esvaziaram-se e nunca mais foram os mesmos. O homem mudou-se para muito longe e o rio, quando passava por lá, tentava não olhar...mas sonhava, bem dentro de suas águas mais profundas, um dia ver ali, debaixo do velho ingazeiro, o amigo que nunca deveria ter ido embora...

                                                                           cantinhodalena.com.br (adaptado)




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