Prova de Técnico em Enfermagem

Prefeitura de Palmas/TO - 2005
FUNIVERSA

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Na íntegra

A partir da leitura dos textos 1 e 2 responda as questões de 1 a 5. Texto 1: A compra de armas pelo cidadão comum deve ser proibida? (EdsonLuiz Ribeiro, Juiz de Direito) Não. O direito à legítima defesa da vida e da integridade física, pessoal ou de terceiros, e do patrimônio é reconhecido por todas as religiões, civilizações há milênios; é um direito natural, inerente ao ser humano. [...] A lei reconhece a legítima defesa e procura acertadamente, garantir o acesso ao instrumento de defesa; se privado dos instrumentos adequados, o direito à legitima defesa virará letra morta. Na situação atual de violência, o instrumento é a arma de fogo. Em um estado democrático de direito nenhum cidadão que atenda aos requisitos legais pode ser impedido de, com a utilização dos meios adequados e necessários, defender a vida e a integridade física de sua pessoa e de seus familiares e os seus bens. Ademais, o desarmamento compulsório das pessoas idôneas em nada contribuirá para a diminuição dos índices de criminalidade, pois até as pedras de nossas ruas sabem que a quase totalidade dos crimes é praticada por bandidos, geralmente reincidentes, com armas ilegais que não serão entregues; os cidadãos de bem não se armam para cometer crimes, e sim para se defender. A questão é simples: é preciso desarmar e punir os criminosos, não os cidadãos honestos.

Texto 2: A compra de armas pelo cidadão brasileiro deve ser proibida? (Dalmo de Abreu Dallari, Advogado e Professor de Direito) Estou convencido de que, em benefício da segurança de todo o povo, o comércio de armas deveria ser bastante restringido e rigorosamente controlado. Todos os argumentos usados, pelos meios de comunicação e no Congresso Nacional, em favor da ampla liberdade na venda e compra de armas procuram esconder o verdadeiro e real objetivo, que é o comércio de armas, altamente lucrativo e causa das maiores tragédias sociais e individuais da humanidade. É absolutamente falso dizer que o comércio deve ser livre para dar segurança aos cidadãos honestos, pois quem tem o dever legal de dar segurança ao povo é o governo, que recebe impostos e tem gente treinada para executar essa tarefa, estando realmente preparado para enfrentar criminosos. Se os organismos policiais são deficientes, o caminho é a mobilização de toda a sociedade exigindo eficiência – e não a barbárie da autodefesa, que fatalmente acaba gerando os justiceiros privados, arbitrários e violentos, não trazendo nenhum beneficio para os que não têm dinheiro para comprar armas sofisticadas nem vocação para matadores. Não me parece necessário chegar ao extremo da proibição, mas a venda de armas aos cidadãos deveria se restringir a casos excepcionais, definidos em lei.

  1. Assinale a opção correta de acordo com o texto 1. (A) O juiz construiu sua defesa baseando-se nas leis que regem diversos países há milhares de anos. (B) A expressão “letra morta” (linha 4) denota causa perdida. (C) O texto aponta a arma de fogo como o instrumento permitido por lei para que se garanta a possibilidade de legítima defesa. (D) A posse de armas por cidadãos comuns garantiria redução dos índices de criminalidade. (E) Para o autor a política de punição aos bandidos é falha e isso contribui para a necessidade de “cidadãos de bem” portarem armas.

  2. Assinale a opção correta, baseando-se no texto 1. (A) O conectivo “porém” poderia, sem alteração no sentido de texto, substituir o ponto da linha 1. (B) O período “ A lei reconhece a legítima defesa” (linhas 2 e 3) tem a estrutura A legítima defesa é reconhecida pela lei como opção de reescrita, mantendo o mesmo significado no contexto. (C) Nos termos “reconhecido” (linha 2), “requisitos” (linha 5) e “reincidentes” (linha 9), a partícula grifada representa prefixos que indicam repetição. (D) O sujeito do verbo “procura” (linha 3) é “legitima defesa” (linha 3). (E) “Pedras” (linha 8) foi usado no sentido conotativo.

  3. Sobre o texto 2, marque a afirmativa correta. (A) A segurança oferecida pelo governo apresentou melhoras por causa da mobilização social. (B) O comércio ilegal de armas, que gera lucros, tem encontrado meios de enganar a mídia e até os poderes da União. (C) Permitida a venda, as armas irão para as mãos de quem, como os criminosos, farão uso errado delas. (D) A proibição deve chegar às instâncias legislativas, a fim de que estas possam defini-las. (E) As armas transformarão cidadãos idôneos em “justiceiros privados” e “matadores”.

  4. É incorreto afirmar sobre o texto 2: (A) É facultativo o uso da preposição de na passagem “ Estou convencido de que, em beneficio da segurança...” (linha 1). (B) A norma culta da língua recomenda o uso de qualquer substituindo o termo destacado em “não trazendo nenhum benefício” (linhas 9 e 10). (C) “comércio”, “beneficio” e “eficiência” recebem acento gráfico baseados na mesma regra. (D) O termo “nem” (linha 10) tem, ao mesmo tempo, valor de soma e de negação. (E) Há relação de causa e conseqüência entre as orações do período “Se os organismos policiais são deficientes, o caminho é a mobilização de toda a sociedade.