Prova de Agente Legislativo I

Câmara de Volta Redonda/RJ - 2006
CEPERJ

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Veja também

Na íntegra

                                      http://www.fesp.rj.gov.br/fesp_2007/concursos/voltaredonda/gabvolta...




            CÂMARA MUNICIPAL DE VOLTA REDONDA

                                 EDITAL

     O Presidente da Câmara Municipal de Volta Redonda - RJ,
     no uso de suas atribuições legais e tendo em vista o
     comunicado da FESP RJ, torna público o Gabarito das
     Provas Objetivas de Níveis Superior e Médio, realizada no dia
     04/06/2006.

                          NÍVEL SUPERIOR
                  Consultor Jurídico do Legislativo I
                                   Noções de         Conhecimentos
      Português     Legislação
                                  Informática          Específicos
        01 – D       11 – A         21 – C         31 – D        41 – B
        02 – A       12 – C         22 – D         32 – A        42 – A
        03 – B       13 – D         23 – B         33 – C        43 – C
        04 – A       14 – C         24 – A         34 – B        44 – A
        05 – C       15 – B         25 – A         35 – A        45 – B
        06 – B       16 – A         26 – C         36 – D        46 – A
        07 – C       17 – D         27 – B         37 – B        47 – C
        08 – D       18 – B         28 – C         38 – C        48 – B
        09 – C       19 – D         29 – A         39 – A        49 – A
        10 – A       20 – C         30 – C         40 – D        50 – D

                            NÍVEL MÉDIO
                          Agente Legislativo I
                                   Noções de         Conhecimentos
      Português     Legislação
                                  Informática          Específicos
        01 – B       11 – D         21 – D         31 – B        41 – A
        02 – D       12 – A         22 – B         32 – A        42 – B
        03 – B       13 – B         23 – C         33 – D        43 – D
        04 – A       14 – A         24 – D         34 – A        44 – B
        05 – B       15 – C         25 – B         35 – C        45 – C
        06 – D       16 – D         26 – A         36 – D        46 – D
        07 – B       17 – B         27 – C         37 – B        47 – B
        08 – C       18 – C         28 – B         38 – D        48 – C
        09 – D       19 – B         29 – A         39 – A        49 – A
        10 – A       20 – A         30 – C         40 – C        50 – C

                           NÍVEL MÉDIO
                   Agente Contábil do Legislativo I
                                   Noções de         Conhecimentos
      Português     Legislação
                                  Informática          Específicos
        01 – B       11 – D         21 – D         31 – D        41 – C
        02 – D       12 – A         22 – B         32 – B        42 – A
        03 – B       13 – B         23 – C         33 – A        43 – C
        04 – A       14 – A         24 – D         34 – B        44 – C
        05 – B       15 – C         25 – B         35 – A        45 – D
        06 – D       16 – D         26 – A         36 – D        46 – B
        07 – B       17 – B         27 – C         37 – C        47 – A
        08 – C       18 – C         28 – B         38 – A        48 – D
        09 – D       19 – B         29 – A         39 – B        49 – C
        10 – A       20 – A         30 – C         40 – D        50 – C

1 de 1 26/11/2009 13:21 CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE CARGOS DO QUADRO PERMANENTE DA NÍVEL MÉDIO CÂMARA MUNICIPAL DE VOLTA REDONDA A GENTE LEGISLATIVO I (PORTUGUÊS)

                              AGENTE LEGISLATIVO I (PORTUGUÊS)
                          LEIA O TEXTO ABAIXO E RESPONDA ÀS QUESTÕES DE Nº 01 A 10.

                                                     A DEPENDENTE

     Indo ao banco receber seus proventos de aposentadoria (por que proventos, se provento é lucro, e que lucro há
  na magra aposentadoria?), recebeu, com o contracheque, esta convocação do Subsetor de Pagamento de Pessoal,
  do Serviço de Atividades Auxiliares, da Delegacia Regional do Ministério, no ex-Estado da Guanabara – DR 3.
    Solicito seu comparecimento urgente na Delegacia Regional DR-3, no horário de

5 11h às 16h30m, com a finalidade de receber formulário para devolução no prazo de 30 dias, que implicará na suspensão de pagamento de proventos, conforme ofício circular 001/ 75, da Secretaria de Apoio Administrativo, deste Ministério. Homem prudente, leu, matutou, decidiu. – Eu é que lá não vou, e o Subsetor fez bem em me prevenir. Pois se a devolução do formulário implica em 10 suspensão de pagamento, pra que iria eu devolvê-lo? E se não vou devolvê-lo, pra que iria apanhá-lo? Além do mais, me causa implicância essa regência de “implicar em”. Depois, chegando em casa, tornou a ler o aviso e entendeu-o pelo avesso, que devia ser o certo: a não devolução do formulário é que implicará suspensão de pagamento dos proventos. Não estava claro, mas o escuro é aquele túnel que a gente tem de atravessar para atingir a claridade. 15 Foi à Delegacia Regional. Lá recebeu o formulário, que consistia em requerimento a outra Delegacia, a de Polícia. Tratava-se de provar que seus dependentes estão vivos e dependem, para subsistir, dos recursos econômicos fornecidos por ele, aposentado. O formulário previa tudo, inclusive declaração de duas testemunhas identificadas por suas profissões e residências, abono do requerente. “Declaramos, sob as penas da lei, que conhecemos o requerente e seus 20 dependentes, sendo verdadeiros os fatos acima alegados”. De posse desses dados, o Delegado de Polícia comunicaria ao Delegado Regional do Ministério que tudo era verdade, e para isto o formulário minutava os termos da comunicação. Por que tanto interesse em saber de seus dependentes, aliás um só, a esposa? Dar-se-ia o caso (hipótese inefável) de estar o Ministério empenhado em corrigir a injustiça social que pesa no 25 Brasil sobre a condição uxória, posta sob a dependência do marido? Pretendia dar-lhe pensão gorda, que a libertasse do jugo desse tirano medieval, o esposo brasileiro? Assim avança o feminismo no mundo, e devemos bater-lhe palmas. Correu a dois cidadãos probos e pediu-lhes que atestassem a verdade da situação presente. Atestaram. Em seguida, mandou-se para o Distrito Policial do bairro, onde o relações-públicas de plantão lhe cortou as asas. 30 – Nada feito, meu amigo. O Dr. Delegado não pode atestar que uma pessoa vive na dependência econômica de outra. Como é que ele vai saber? Pode atestar apenas que ela está viva, se o senhor trouxer declaração do síndico do edifício. Caso o senhor more em edifício, é lógico. – Mas a Delegacia do Ministério... – A Delegacia do Ministério não pode ditar os termos de um atestado policial, entende? 35 – Saiu meio circunscisfláutico, mas o síndico, aliás uma síndica gentil, não teve dúvida em atestar que Dona Fulana, etc. só vive mesmo porque o marido lhe paga as contas... Jogado fora o formulário impróprio, e devidamente sacramentado o novo documento, voltou à Delegacia ministerial com uma declaração perfeita, garantida por três assinaturas irretorquíveis: a sua, a da síndica gentil e a do Delegado de Polícia. 40 – Tudo legal, agora? – É, vamos examinar – respondeu o funcionário. – Se estiver legal, não só o senhor não perderá os seus proventos, como também não cortaremos o salário- família de 40 cruzeiros mensais por um dependente, que o senhor vinha recebendo em confiança.

                                                                        (Carlos Drummond de Andrade, Os dias lindos)

                                                          R EALIZAÇÃO

2 CADERNO DE PROVAS